Porque é distribuído pela Sony e portanto não se compra e não se (re)vê.
- paula simoes ☃
Saca da Internet e não lhes dás dinheiro.
- Luis Canau
Luis: este filme não está disponível legalmente na internet...
- paula simoes ☃
Se estivesse disponível legalmente isso queria dizer que a Sony lucrava com ele :P Se achas que a Sony cerceia os teus direitos de consumidora terias problemas morais em ver o filme através de uma cópia não disponibilizada legalmente?
- Luis Canau
Ou podes simplesmente pedir a alguém que te empreste... Não é ilegal nem estás a dar dinheiro a ganhar a ninguém :-)
- Susana Sousa
Luis: não necessariamente. Filmes em domínio púbico ou creative commons, por exemplo. Tens o M, em domínio público nos EUA que é distribuído pela Paramount, por exemplo. Está disponível no archive.org, não tens de dar dinheiro à Paramount.
- paula simoes ☃
Luis: claro que teria problemas morais. Quando não concordas com uma lei, não a cumpres?
- paula simoes ☃
Susana: sim, é uma opção. Videotecas é outra. Com o cuidado de não fazer publicidade ao filme, claro.
- paula simoes ☃
Todos têm o direito de resistência constitucional contra "qualquer ordem que ofenda os seus direitos". Eu uso-o, e não creio que estou a fazer uma interpretação conveniente ou demasiado rebuscada, para dizer que, claro que vejo DVDs de outras regiões, pelo meio que for mais conveniente e necessário, e faço backups dos meus filmes se precisar, puder e conseguir. Pirataria por principio não, mas se, por exemplo, só conseguisse cópias legais de um filme dobrado ou censurado e a única forma de o ver na versão original fosse de uma forma que violasse a lei, eeh, não estamos a falar em matar ninguém pois não?
- Luis Canau
Eu sei que há filmes em domínio público, referia-me ao caso específico.
- Luis Canau
Se vês DVD de outras regiões sem teres o leitor específico, quebraste o DRM, segundo a lei portuguesa podes apanhar até um ano de prisão.
- paula simoes ☃
Tem DRM? Queres backup? Compra outro! Não compras? Então também estás a fazer "pirataria", e a "tirar dinheiro aos outros"...
- Marcos Marado
from fftogo
Luis: acho um pouco incongruente essa tua posição. Porque achas a "pirataria" mal e a quebra do DRM bem? O direito de autor deve ser um equilíbrio entre o direito do autor e o direito da sociedade. É que não estamos a falar de cadeiras, estamos a falar de património cultural, de conhecimento. É por isso que o direito de autor não é eterno. Porque se os autores têm direitos, o público também tem.
- paula simoes ☃
Não vejo incongruência. Já disse, para mim é direito de resistência. Não posso meter no mesmo saco aceder a um título que adquiri legitimamente ou aceder de forma ilegítima ao mesmo. Se me é permitido comprar um filme para o ver, vou vê-lo. E esse ano de prisão para quem quebrar o DRM aplica-se a quem compra um aparelho crackado? Posso sempre comprar aparelhos de outras regiões, suponho? No fundo, continua a ser uma estupidez e um abuso. Proíba-se a venda de títulos importados em coerência.
- Luis Canau
Sim, estás a usar o aparelho para cometer uma ilegalidade. O mesmo para o "fazer backup". A ideia é comprares (e dares dinheiro) as versoes da tua região, cada cópia que quiseres ter. Concordes ou não com a Lei, é assim que ela está.
- Marcos Marado
from fftogo
Se quebras o DRM estás a aceder de forma ilegítima ao título, porque quando compraste o título, fizeste-lo aceitando as condições do dono. E as condições eram não quebrar o DRM.
- paula simoes ☃
Sinceramente não vejo diferença entre acederes ilegitimamente a um título ou acederes a ele de forma ilegítima :-P
- paula simoes ☃
Eu vejo diferença entre sacar uma coisa que não paguei e fazer um procedimento técnico para aceder a uma coisa que paguei mesmo que isso implique a "violação das condições de venda". Não sei se as pessoas que transpõem estas normas para o ordenamento português concordam, os se, elas mesmas, percebem bem tudo o que andam a fazer.
- Luis Canau
O link para o ktreta era a gozar comigo? :P
- Luis Canau
o problema é que não pagaste para aceder dessa forma. por isso o uso que fazes é na mesma ilegítimo.
- paula simoes ☃
from fftogo
Ena! Dezanove comentários. E nenhum tem a ver com o conteúdo do filme ou com o Muro de Berlim ou com a história recente das ideologias políticas...
- Carla Graça
Paula, não entendo porque não poderei publicitar o filme se achar que é bom o suficiente para isso.
- Susana Sousa
Carla: Continuam a aumentar. E continuam sem ter nada a ver :-P
- Susana Sousa
Pessoalmente... gostei do filme (ainda não o fui "rever")... Mesmo que não goste do resto que a Sony e as restantes "majors" fazem, continua a fazer bons filmes
- Ricardo Saraiva
para ter a ver: eu gostei muito do meu 20º aniversário, do muro de Berlim, da sua queda e o "Adeus Lenine" é bastante bom :-D
- Carlos Canau
Também gostei bastante do filme. Aliás... Acho que fui a primeira a fazer o like ao comentário da Carla ;-)
- Susana Sousa
Susana, sim, o primeiro Like é "You" :-D
- Carlos Canau
Não me lembro do meu 20º aniversário. Devia estar deprimida. Em compensação, lembro-me bem do meu 30º. :) Acho que vou repetir este ano...
- Carla Graça
lembro-me de muito poucos aniversários... o 20º e o 30º incluidos no grupo dos "não me lembro"
- Ricardo Saraiva
Canau: não sei muito bem fazer mangalhos aqui, senão fazia-te um :-P
- Susana Sousa
Lembro-me bem de ir a esses sitios todos...não me lembro necessariamente do aniversário em que fomos... :-)
- Ricardo Saraiva
carla tem a ver com direitos, com liberdade e tem a ver com ideologias políticas. estamos a falar de deixar entidades privadas fazerem as suas leis ao arrepio for direitos dos cidadãos
- paula simoes ☃
from fftogo
Paula, estacionar em segunda fila é "ilegítimo", o genocídio de um povo é "ilegítimo". Há diferenças de grau. Aqui, claro, exagero só um bocadinho. Aceder a um filme que paguei não é a mesma coisa - em termos de grau, se isso facilita - do que aceder a um filme que não paguei.
- Luis Canau
susana eu estava a falar de mim. ex. se eu vir um filme da sony e gostar e falar com uma pessoa que o não viu não vou dizer compra que vale a pena
- paula simoes ☃
from fftogo
Mas podes dizer para essa pessoa não comprar e ir buscá-lo ao mesmo sítio que foste: a um amigo, videoteca, etc. Concordo com o não incentivar à compra, mas podes incentivar ao visionamento...
- Susana Sousa
luis tu vês uma diferença onde eu não vejo. ex. vais ao cinema pagaste para ver o filme chegas a casa. parece-te bem fazeres o download? afinal já pagaste para ver o filme...
- paula simoes ☃
from fftogo
susana claro o objectivo aqui é não ser responsável por uma compra
- paula simoes ☃
from fftogo
Perdi-me, desculpa, acho que nunca fiz nenhum download de filme e não faria se o tivesse visto no cinema. A diferença, no que eu falava mais acima, pelo menos,se vamos falar em legitimidade/legalidade/moralidade de sacar algo não adquirido ou aldrabar limitações técnicas para visionar um vídeo que compramos, mesmo que protegidas por lei, é de grau. É um pouco como estarmos a falar de consumo de álcool e eu dizer que bebo uma garrafa de rum 75º puro por dia, como o Dennis Hopper no ponto alto da sua carreira, em vez de uma cerveja, e tu dizeres que não vês diferença porque é álcool. Grau, percebem? Acho que foi um trocadilho muito apropriado.
- Luis Canau
Eu vou repetir: eu não vejo diferença porque não és tu quem decide quanto ou pelo que pagas quando compras um DVD ou outro objecto digital. O dono dos direitos de autor é que decide isso. Pagares apenas uma parte do que o autor requer não te legitima nem legalmente, nem moralmente. ex. compras um objecto digital com drm que só podes utilizar três vezes. quebras o drm e utilizas mais vezes. isto não legitima o teu uso ilimitado desse objecto. a não ser que fiques descansado por ao menos lhes teres dado alguma coisita...
- paula simoes ☃
repara que eu concordo contigo, o drm é execrável. o que me espanta aqui é teres problemas em fazer download de um objecto digital e não teres problemas em quebrar o drm.
- paula simoes ☃
Também não percebo porque é que isso te espanta. Mas, repara, não compro à partida nada que seja para ver "três vezes" ou algo desse género. Eu acho que tenho o direito (mesmo que "ilegítimo", mas com base no que considero direito de resistência contra a parvoíce) de abrir, ler um ficheiro. Se calhar, falar em DRM é divergir um bocado das minhas preocupações centrais. Eu centro-me sobretudo em comprar um artigo legalmente e achar que o meu direito de o ver está para lá de coisas como divisões do mundo em regiões. De resto, se puder evitar coisas limitadas também evito. Uma vez comprei um SACD, tinha um som porreiro e tal, mas a versão CD-áudio não dava para passar para mp3, por isso não comprei mais nenhum.
- Luis Canau